Amazônia em chamas: o legado de Chico Mendes em risco no Acre

Publicado por Glauco Faria 08/09/2019 12:28






De acordo com os dados do Programa de Queimadas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o mês de agosto de 2019 foi o que contou com o maior número de focos de incêndio na Amazônia nos últimos nove anos. Na comparação do período entre 1º de janeiro e 31 de agosto, a elevação foi de 111%. nesse contexto, o estado do Acre é um dos mais afetados.


Embora ainda tenham índices de desmatamento e de queimadas muito inferiores ao entorno não protegido, as unidades de conservação como as resex também começam a sofrer com maior intensidade os efeitos da devastação. “As queimadas sempre aconteceram na Amazônia como um todo porque são uma das principais ferramentas de transformação das florestas em áreas agrícolas. Mas o que estamos vendo ao longo do tempo é que essa ferramenta tem sido utilizada com mais frequência e esse uso tem sido tão generalizado que as pessoas têm tido menos cuidados no seu controle”, aponta a professora da Universidade Federal do Acre e doutora em Ciências Florestais Tropicais pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia Sonaira Souza da Silva.


A floresta que não volta a ser a mesma

“No estado do Acre a unidade de conservação que mais tem sido afetada pela questão do fogo é a Reserva Extrativista Chico Mendes, a segunda reserva a ser instituída. O que temos visto ao longo do tempo é que o fogo ali sempre foi uma ferramenta de controle mas ganhou força principalmente depois de 2005, quando tivemos nossa maior seca no estado e a reserva teve o equivalente a 50 mil hectares de área desmatada e impactada pelo fogo naquele ano. Depois desse grande episódio, vemos um recorrente impacto do fogo nas áreas agrícolas, mas também dentro da floresta”, aponta.


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